Notificação extrajudicial por uso de marca: o que fazer quando você recebe (ou precisa enviar) uma
Recebeu ou quer enviar uma notificação por uso de marca? Entenda o papel desse instrumento e os cuidados necessários.
Bruna Natali
4/14/20267 min read


Recebeu ou quer enviar uma notificação por uso de marca? Entenda o papel desse instrumento e os cuidados necessários.


Notificação extrajudicial por uso de marca: o que fazer quando você recebe (ou precisa enviar) uma


Blog de Dicas
Seu Guia Essencial em Propriedade Intelectual
Registro de Marca
Confira também:




Tempo de Leitura: 3 min
Tempo de Leitura: 7 min
O que pode impedir o registro da sua marca: principais motivos de indeferimento no INPI
Tempo de Leitura: 2 min
Rebranding por conflito de marca: quando é hora de mudar o nome
Tempo de Leitura: 5 min


Recebeu uma notificação? Saiba como agir
Passos técnicos para analisar o risco e responder com segurança.
Quando e como enviar uma notificação
Proteja sua marca e encerre o uso indevido sem precisar da justiça.
Erros que você deve evitar no conflito
As falhas que podem enfraquecer sua defesa e gerar prejuízos.
Da notificação ao processo judicial
Entenda quando o diálogo acaba e o caso exige medidas formais.
Navegue por seções
O que fazer quando você recebe (ou precisa enviar) uma Notificação Judicial
A notificação extrajudicial é um instrumento muito usado em conflitos de marca. Ela pode ser o primeiro alerta de que há alguém alegando direitos sobre um sinal semelhante ao seu – ou a ferramenta que você utiliza para comunicar formalmente a terceiros que determinada conduta está violando a sua marca.






Se você recebeu uma notificação: A estratégia de defesa
Receber um documento oficial alegando uso indevido assusta, mas a reação não deve ser emocional. O foco deve ser o diagnóstico técnico para entender se a acusação tem base legal:




Auditoria de Anterioridade: O notificante realmente possui o registro concedido no INPI ou apenas um pedido em andamento? Um pedido de registro não dá o direito de impedir terceiros de usarem a marca, apenas o registro final (o certificado) garante essa exclusividade.
Análise de Especialidade: As empresas atuam exatamente no mesmo segmento? Se as classes de registro forem distintas e não houver risco de confusão para o consumidor, é possível fundamentar o direito de coexistência.
Investigação de Uso de Precedência: Se você utiliza o nome há mais de seis meses antes do depósito da outra pessoa no INPI, você pode ter o direito de precedência (Art. 129, §1º da LPI). Nesse caso, a resposta à notificação pode ser um pedido de nulidade da marca deles.
Construção da Resposta: A resposta deve ser técnica e protocolada. Ela pode ser uma negativa fundamentada, um pedido de prazo para transição (rebranding planejado) ou uma proposta de acordo para limitação de mercado.
Se você precisa enviar uma notificação: Assertividade para evitar a justiça
Enviar uma notificação é a forma mais barata e rápida de proteger seu maior ativo. Para que seja eficaz e não pareça um "blefe", ela deve ser impecável:
Identificação da Infração: É necessário anexar provas de uso (prints de redes sociais, fotos de fachadas ou produtos) que comprovem a confusão no mercado.
A Base Legal: Não basta pedir para parar; é preciso citar os artigos da Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/96) que estão sendo violados e anexar o seu Certificado de Registro de Marca.
O "Pulo do Gato" Estratégico: Uma notificação bem escrita oferece uma ponte de saída. Em vez de apenas ameaçar, sugira um prazo razoável para a retirada do nome. Isso demonstra boa-fé perante um juiz, caso a disputa vá para o tribunal.
A Notificação como Prova no Judiciário
A importância desse documento vai além do diálogo. Se a empresa notificada ignorar o aviso e continuar usando a marca, a notificação serve para:
Fundamentar Liminares: Provar para o juiz que houve tentativa de resolver amigavelmente, justificando a urgência da suspensão imediata do uso da marca (o famoso "periculum in mora").
Majorar Indenizações: Demonstrar que a infração continuou de forma deliberada e consciente (má-fé), o que pode aumentar o valor de danos morais e lucros cessantes.
Derrubar Conteúdo Online: Sites e plataformas de redes sociais costumam exigir o comprovante da notificação prévia para aceitar pedidos de remoção de perfis que violam marcas.
O acompanhamento jurídico especializado nessa fase é crucial: cada palavra escrita em uma notificação ou resposta pode ser usada contra ou a favor da empresa em um processo judicial posterior.


Erros comuns ao lidar com notificações de marca
Mesmo empresas estruturadas cometem deslizes nessa etapa, o que pode agravar um conflito que seria simples de resolver. Entre os erros mais frequentes estão:
Ignorar a notificação: o silêncio pode ser interpretado como má-fé ou desinteresse em resolver o conflito, fortalecendo a posição da outra parte.
Responder sem análise técnica: uma resposta impulsiva, sem verificar registro, classes e anterioridade, pode enfraquecer sua defesa.
Adotar postura excessivamente agressiva: tanto ao responder quanto ao notificar, o tom pode inviabilizar acordos e acelerar uma disputa judicial.
Não documentar o processo: deixar de registrar comunicações, provas de uso ou histórico da marca pode prejudicar uma eventual defesa.


Evitar esses erros já coloca a empresa em uma posição mais estratégica, mesmo antes de qualquer decisão final.


Quando a notificação evolui para um conflito formal
Nem toda notificação termina em acordo — e é importante estar preparado para esse cenário. Quando não há consenso, o conflito pode avançar em duas frentes principais:
No INPI: com apresentação de oposições, manifestações ou pedidos de nulidade de registro.
No Judiciário: com ações de abstenção de uso, indenização por danos e pedidos liminares para retirada imediata da marca.


Nesse ponto, tudo o que foi feito anteriormente pesa: a qualidade da notificação, da resposta e das provas reunidas pode acelerar ou dificultar o desfecho.
Por isso, a notificação extrajudicial não deve ser vista como uma etapa isolada, mas como parte de uma estratégia maior de proteção de marca — que começa no registro e se estende até a defesa ativa no mercado.
Teste a Força da sua Marca com uma Leitura de Risco.
Dê o próximo passo:


Antes de investir mais em branding, tráfego ou expansão, você pode:
Entender o nível de risco jurídico da sua marca
Análise aprofundada na base do INPI, indo além da busca superficial.
Identificação de marcas iguais ou semelhantes e possíveis conflitos.
01.


02.
Saber se o nome que você escolheu faz sentido a longo prazo
Classificação em níveis de risco (baixo, médio, alto), de forma objetiva e segura.
Indicação se vale seguir, ajustar ou trocar a marca antes de registrar.


Evitar retrabalho, gastos duplos e dores de cabeça
Redução do risco de indeferimento e oposição no processo.
Mais segurança para investir em identidade visual, site e marketing.
03.


04.
Definir uma estratégia de proteção alinhada ao seu negócio
Recomendações sobre classe(s) adequadas no INPI, alinhadas com sua realidade.
Orientação sobre titularidade (CPF ou CNPJ) e próximos passos.
É rápido, online e gratuito.

+55 22 9 7403-8131
contato@arohi.com.br
Receba insights estratégicos sobre sua marca e tecnologia
© 2025. Todos os Direitos Reservados à arohí propriedade intelectual ltda.














