Marcas fracas x marcas fortes: como o nome influencia o registro no INPI
Descubra a diferença entre marcas fracas e fortes, como o grau de distintividade impacta o registro no INPI e por que isso importa para a estratégia do seu negócio.
Bruna Natali
1/1/20265 min read


Entenda por que alguns nomes têm mais chances de registro no INPI e como isso afeta a estratégia da sua marca.


Marcas fracas x marcas fortes: como o nome influencia o registro no INPI


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Quando se fala em registro de marca no INPI, muita gente foca apenas em preencher formulário e pagar taxa. Mas, na prática, um dos fatores mais relevantes para o sucesso ou indeferimento do pedido está em uma etapa anterior: a escolha do próprio nome.
O INPI analisa se a marca é distintiva o suficiente para identificar um determinado produto ou serviço no mercado. Quanto mais genérico ou descritivo for o nome, maior a chance de problemas.
O que é uma marca fraca?
De forma simplificada, chamamos de marca fraca aquela que descreve diretamente o produto, serviço ou uma característica óbvia dele.
Exemplos hipotéticos:
PADARIA DO PÃO QUENTINHO para serviços de padaria.
LIMPADOR MULTIUSO para produtos de limpeza.
CURSOS ONLINE DE INGLÊS para serviços educacionais.
Nesses casos, a marca pouco acrescenta em distintividade: qualquer concorrente poderia querer usar expressões semelhantes. Por isso, o INPI costuma restringir ou indeferir pedidos que tentam monopolizar termos excessivamente descritivos ou genéricos.
O que é uma marca forte?
Marcas fortes são aquelas que se afastam do descritivo e criam um sinal distintivo para identificar o negócio.
Em geral, elas se encaixam em três grandes categorias:
Fantasiosas: palavras inventadas ou sem significado prévio no idioma, como muitos nomes de empresas de tecnologia.
Arbitrárias: palavras existentes, mas usadas em contexto diferente do seu significado habitual (por exemplo, uma palavra do universo da natureza para um software).
Sugestivas: termos que não descrevem diretamente o produto, mas sugerem uma ideia ou sensação ligada à marca.
Essas marcas tendem a ter maior proteção e melhores chances de registro, justamente por criarem um sinal mais exclusivo no mercado.












Por que isso importa na prática?
Uma marca muito descritiva pode até fazer sentido em um primeiro momento de comunicação, mas apresenta vários riscos:
Maior probabilidade de indeferimento no INPI.
Dificuldade em impedir que concorrentes usem termos parecidos.
Necessidade de composições longas para alcançar algum grau de distintividade.
Por outro lado, um sinal mais forte:
Favorece o registro e a construção de um ativo jurídico sólido.
Ajuda a consolidar reputação, lembrança de marca e valor de mercado.
Como equilibrar marketing e proteção jurídica?
Um erro comum é escolher o nome apenas com base em sonoridade, disponibilidade de arroba ou de domínio. São elementos importantes, mas insuficientes. O ideal é que a decisão considere, desde o início, três dimensões:
Comunicação: o nome conversa com o público certo?
Estratégia: faz sentido para onde o negócio quer chegar?
Juridicidade: tem chances razoáveis de registro e proteção no INPI?




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Antes de investir mais em branding, tráfego ou expansão, você pode:
Entender o nível de risco jurídico da sua marca
Análise aprofundada na base do INPI, indo além da busca superficial.
Identificação de marcas iguais ou semelhantes e possíveis conflitos.
01.


02.
Saber se o nome que você escolheu faz sentido a longo prazo
Classificação em níveis de risco (baixo, médio, alto), de forma objetiva e segura.
Indicação se vale seguir, ajustar ou trocar a marca antes de registrar.


Evitar retrabalho, gastos duplos e dores de cabeça
Redução do risco de indeferimento e oposição no processo.
Mais segurança para investir em identidade visual, site e marketing.
03.


04.
Definir uma estratégia de proteção alinhada ao seu negócio
Recomendações sobre classe(s) adequadas no INPI, alinhadas com sua realidade.
Orientação sobre titularidade (CPF ou CNPJ) e próximos passos.
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